A histerectomia é o nome técnico da cirurgia para retirar o útero. Embora a palavra possa assustar um pouco, é um dos procedimentos ginecológicos mais comuns e seguros que existem.
Ela pode ser feita de várias formas (pela barriga ou pela vagina), dependendo do motivo da cirurgia e da saúde da paciente. Vamos entender melhor como isso funciona?
Dependendo do caso, o médico pode recomendar retirar apenas uma parte ou todo o órgão. Os tipos principais são:
Total: É a mais comum. Retira-se o útero inteiro, incluindo o colo (a parte finalzinha dele).
Subtotal (ou Parcial): Retira-se apenas o corpo do útero, mantendo o colo. Hoje em dia é mais rara, usada apenas quando há alguma dificuldade técnica na cirurgia.
Radical: Usada geralmente em casos de câncer. Além do útero, retiram-se os tecidos e ligamentos ao redor e a parte superior da vagina.
E os ovários e trompas? Muita gente acha que tirar o útero significa tirar os ovários também, mas são coisas diferentes! A retirada das trompas e ovários pode ser feita na mesma cirurgia se houver necessidade (como cistos ou prevenção de câncer), mas isso é avaliado caso a caso. Se os ovários forem mantidos, a mulher não entra na menopausa imediatamente, mesmo sem útero.
Antigamente, a histerectomia era a solução para quase tudo. Hoje, com tantos tratamentos novos, ela é indicada quando outras opções não resolveram ou em casos mais específicos, como:
Existem três caminhos principais, e a escolha depende do tamanho do útero, do histórico da paciente e da experiência do médico:
Videolaparoscopia (pelos “furinhos”): O médico faz pequenas incisões na barriga e opera guiado por uma câmera. É menos dolorosa e a recuperação é super rápida.
Via Vaginal: O útero é retirado pela própria vagina, sem cortes na barriga. É excelente para casos de prolapso e a recuperação também é ótima.
Via Abdominal (Aberta): É feito um corte na barriga, parecido com uma cesárea. É usada quando o útero é muito grande ou quando não dá para fazer pelos métodos anteriores.
Importante: Na histerectomia total, o fundo da vagina é costurado (fechado). Isso não muda em nada a anatomia para ter relações sexuais depois da recuperação.
Nas cirurgias pela barriga (vídeo ou aberta), usa-se anestesia geral (você dorme e não sente nada). Na via vaginal, muitas vezes dá para usar a raqui ou peridural (aquela nas costas), onde você fica acordada, mas sem sensibilidade da cintura para baixo.
Depois da cirurgia, o útero vai para análise (biópsia) para confirmar o diagnóstico.
Como qualquer cirurgia, existem riscos de sangramento, infecção ou lesão em órgãos vizinhos (como bexiga e intestino), mas as técnicas hoje são muito seguras.
Complicações como incontinência urinária são raras — aliás, se o útero estava grande e apertando a bexiga, a cirurgia costuma até aliviar a vontade constante de fazer xixi.
O segredo para uma boa recuperação é seguir o repouso indicado, cuidar da cicatrização e manter o acompanhamento com seu médico.
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